Esta semana acabei a parte de detectar mais que uma cor ao mesmo tempo que tinha começado. Deparei-me com algumas dificuldades quando a camera está a apontar para cima e há um candeiro de tecto, visto que a luz incide com tanta força na camara que depois ao passar o dedo com cor por cima da camara esta apenas se apercebe que aquilo é uma sombra e não uma cor.
Na outra parte da detecção do movimento, comecei a utilizar uma imagem padrão fixa como background e os resultados foram melhores. O problema está em definir quando é que essa imagem é estabelecida automaticamente, visto que o telemovel/camara pode-se mover entretanto.
Continuei ainda a escrever mais um pouco no que já tinha começado.
Depois o resto da semana tive que tratar da entrega final do projecto de Marketing para 2ª feira à tarde.
terça-feira, 27 de maio de 2008
segunda-feira, 19 de maio de 2008
Semana 42 e 43
Na semana que estive cá, continuei a tratar do prototipo de teste que deverá ser utilizado para testes com tetraplegicos, nomeadamente a nivel de utilização da camara como switch e com a utilização da identificação de cores nas mãos para interagir com o sistema também.
Melhorei a detecção de diferença de imagens através de um filtro de Morph, que tem uma performance um pouco melhor que o que estava a usar. No entanto, a velocidade de detecção da câmara continua a influenciar bastante o resultado da detecção de movimento (pois há alturas em que se o movimento é muito rápido esta nem sequer o apanha).
Depois comecei a tratar do modo de detectar mais que uma cor ao mesmo tempo (visto que cada dedo pode ter uma cor diferente por exemplo).
Para além disso, passei o que tinha escrito para LateX e comecei a escrever um pouco na parte que fala sobre a biblioteca de imagem.
Tive ainda que reformular uma parte da biblioteca de imagem a nível de código, pois estava mal estruturada e a sua utilização era algo "pouco modular".
Melhorei a detecção de diferença de imagens através de um filtro de Morph, que tem uma performance um pouco melhor que o que estava a usar. No entanto, a velocidade de detecção da câmara continua a influenciar bastante o resultado da detecção de movimento (pois há alturas em que se o movimento é muito rápido esta nem sequer o apanha).
Depois comecei a tratar do modo de detectar mais que uma cor ao mesmo tempo (visto que cada dedo pode ter uma cor diferente por exemplo).
Para além disso, passei o que tinha escrito para LateX e comecei a escrever um pouco na parte que fala sobre a biblioteca de imagem.
Tive ainda que reformular uma parte da biblioteca de imagem a nível de código, pois estava mal estruturada e a sua utilização era algo "pouco modular".
segunda-feira, 5 de maio de 2008
Semana 41
Esta semana tive pouco tempo para dar à tese porque estive que entregar o projecto de Programação Avançada no domingo à noite.
Mesmo assim, acabei por ler a parte da tese de mestrado do Prof. Tiago Guerreiro relativa às técnicas de varrimento para ver como podia começar a pegar nisso.
Criei depois uma aplicação (através de timer's) que simula o comportamento de varrimento num dado ecrã(form) com vários botões.
Os botões vão piscando fila a fila até que se carregue numa tecla que selecciona a fila pretendida. O mesmo acontece depois para os botões daquela fila.
Para além disso, acabei por utilizar a biblioteca para detectar a passagem de objectos por cima da câmara de modo a que identifique movimento e que consiga seleccionar a fila/botão que se quer através da passagem da mão.
Ficou a funcionar relativamente bem, apesar da definição de tempo ainda estar mais desfasada do que eu quero.
No final adicionei ainda a detecção de luz através da biblioteca, para que o utilizador possa por exemplo cancelar o processo de selecção actual apenas colocando a mão em cima da câmara.
Mesmo assim, acabei por ler a parte da tese de mestrado do Prof. Tiago Guerreiro relativa às técnicas de varrimento para ver como podia começar a pegar nisso.
Criei depois uma aplicação (através de timer's) que simula o comportamento de varrimento num dado ecrã(form) com vários botões.
Os botões vão piscando fila a fila até que se carregue numa tecla que selecciona a fila pretendida. O mesmo acontece depois para os botões daquela fila.
Para além disso, acabei por utilizar a biblioteca para detectar a passagem de objectos por cima da câmara de modo a que identifique movimento e que consiga seleccionar a fila/botão que se quer através da passagem da mão.
Ficou a funcionar relativamente bem, apesar da definição de tempo ainda estar mais desfasada do que eu quero.
No final adicionei ainda a detecção de luz através da biblioteca, para que o utilizador possa por exemplo cancelar o processo de selecção actual apenas colocando a mão em cima da câmara.
quinta-feira, 1 de maio de 2008
Semana 40
Esta semana tive reunião com a responsável das tecnologias assistivas na APCL. Infelizmente a coisa não avançou muito.
Ela dizia que não sabia até que ponto este tipo de ajuda podia ser útil porque as pessoas com que lidava tinham muitas dificuldades a nível motor, mas dizia também que não percebia bem como é que isto funcionava porque não era desta área, etc.
Apercebi-me depois que ela era responsável pela parte das crianças com dificuldades severas e por isso é que dizia que com as pessoas com que lidava isto poderia não funcionar.
Esteve-me a mostrar vários aparelhos que utilizavam (quase todos vindo da Anditec http://anditec.pt/produtos/), e a dizer que este tipo de tecnologia (da câmara) era boa era para pessoas com deficiências mentais (sindroma de down, etc) e para idosos (demência). Sugeriu-me ir à Crinabel, CADI, Associação de Autistas e também a ver com idosos com demência.
À medida que depois lhe fui pondo mais questões (pois havia pessoas lá que utilizavam telemovel por exemplo, e fazia-me confusão ela estar a dizer que para esses também não dava) ela começou a perceber melhor a ideia das cores, e disse que se calhar era bom também testar com as tais pessoas lá do centro que eu tinha visto na 1ª visita (na parte de adultos). As colegas delas que lá estavam achavam que isto era mais útil do que ela estava achar, e foram elas que sugeriram continuar com a ideia de testar com os adultos que eu tinha visto na 1ª visita.
Mas continuou a dizer que isto era mais útil na parte das pessoas com deficiências mentais. Sugeriu-me também (o que acho que é engraçado, mas não sei se é viável ou não) que testasse esta tecnologia com várias populações (paralisia cerebral, síndroma de down, idosos, por exemplo) e se comparasse depois os resultados. Ainda lhe falei da possibilidade de ter a câmara parada mas ela não se mostrou muito interessada nessa solução.
Em suma, fiquei com a ideia de voltar a falar com as pessoas da 1ª visita para pelo menos tentar ver se isto é viável ou não naqueles indivíduos que utilizam o telemovel. Por outro lado vi que para interacção com o computador a ideia da câmara móvel não parece ser grande ajuda (pelo menos ainda não consegui pensar num cenário em que ajudasse mais que os switchs que eles têm actualmente), isto porque para mexerem a câmara e a apontarem para as cores acaba quase por ser mais fácil usar o rato, ou uma board com 5 botões grandes.
A ideia das pessoas com deficiências mentais é algo que poderei explorar também, apesar de por agora não saber nada sobre eles e não saber até que ponto isto pode ser uma ajuda para eles ou não.
Para além disso, e depois de falar com o Prof. Tiago Guerreiro, tivemos a ver como poderiamos resolver esta questão dos prototipos e dos testes e resolvemos apontar para dois prototipos.
Um com a ideia base do grannolers (cores), para a interacção com o telemóvel, em pessoas com dificuldades motoras/cognitivas (tetraplegicos, paralisia cerebral, ..)
A outra seria interligar esta tecnologia com o trabalho do David, e utilizar a camara do telemovel para atraves de diversas interfaces (varrimento, etc), poder interagir com o controlo de uma casa "inteligente".
Assim comecei a focar agora o trabalho nestes problemas.
Ela dizia que não sabia até que ponto este tipo de ajuda podia ser útil porque as pessoas com que lidava tinham muitas dificuldades a nível motor, mas dizia também que não percebia bem como é que isto funcionava porque não era desta área, etc.
Apercebi-me depois que ela era responsável pela parte das crianças com dificuldades severas e por isso é que dizia que com as pessoas com que lidava isto poderia não funcionar.
Esteve-me a mostrar vários aparelhos que utilizavam (quase todos vindo da Anditec http://anditec.pt/produtos/), e a dizer que este tipo de tecnologia (da câmara) era boa era para pessoas com deficiências mentais (sindroma de down, etc) e para idosos (demência). Sugeriu-me ir à Crinabel, CADI, Associação de Autistas e também a ver com idosos com demência.
À medida que depois lhe fui pondo mais questões (pois havia pessoas lá que utilizavam telemovel por exemplo, e fazia-me confusão ela estar a dizer que para esses também não dava) ela começou a perceber melhor a ideia das cores, e disse que se calhar era bom também testar com as tais pessoas lá do centro que eu tinha visto na 1ª visita (na parte de adultos). As colegas delas que lá estavam achavam que isto era mais útil do que ela estava achar, e foram elas que sugeriram continuar com a ideia de testar com os adultos que eu tinha visto na 1ª visita.
Mas continuou a dizer que isto era mais útil na parte das pessoas com deficiências mentais. Sugeriu-me também (o que acho que é engraçado, mas não sei se é viável ou não) que testasse esta tecnologia com várias populações (paralisia cerebral, síndroma de down, idosos, por exemplo) e se comparasse depois os resultados. Ainda lhe falei da possibilidade de ter a câmara parada mas ela não se mostrou muito interessada nessa solução.
Em suma, fiquei com a ideia de voltar a falar com as pessoas da 1ª visita para pelo menos tentar ver se isto é viável ou não naqueles indivíduos que utilizam o telemovel. Por outro lado vi que para interacção com o computador a ideia da câmara móvel não parece ser grande ajuda (pelo menos ainda não consegui pensar num cenário em que ajudasse mais que os switchs que eles têm actualmente), isto porque para mexerem a câmara e a apontarem para as cores acaba quase por ser mais fácil usar o rato, ou uma board com 5 botões grandes.
A ideia das pessoas com deficiências mentais é algo que poderei explorar também, apesar de por agora não saber nada sobre eles e não saber até que ponto isto pode ser uma ajuda para eles ou não.
Para além disso, e depois de falar com o Prof. Tiago Guerreiro, tivemos a ver como poderiamos resolver esta questão dos prototipos e dos testes e resolvemos apontar para dois prototipos.
Um com a ideia base do grannolers (cores), para a interacção com o telemóvel, em pessoas com dificuldades motoras/cognitivas (tetraplegicos, paralisia cerebral, ..)
A outra seria interligar esta tecnologia com o trabalho do David, e utilizar a camara do telemovel para atraves de diversas interfaces (varrimento, etc), poder interagir com o controlo de uma casa "inteligente".
Assim comecei a focar agora o trabalho nestes problemas.
Semana 38 e 39
Nestas duas semanas tive, e a nivel de biblioteca, estive a refazer uma parte da calibração que não estava a funcionar correctamente e a restruturar um pouco o código da mesma.
Para além disso tive uma reunião com o Sr. Antonio Barata na APCL. Apresentei o projecto e as ideias que tinha relativamente a ele.
Ao contrário do que estava à espera, para eles a ideia base é utilizar só cores. Ou seja, uma prancha com cores, e depois os "utilizadores" apontavam o telemóvel para a prancha. Isto porque grande parte deles tem muita dificuldade em agarrar e apontar com "firmeza" para um dado alvo.
Outra sugestão que deram (para esses que têm grande dificuldade em agarrar no telemovel) é a de virar o telemovel ao contrario e passar placas cores por cima da câmara (como estavamos a pensar fazer com a mão). Ficaram contente de aquilo depois se poder configurar, ou seja, dar para mudar os numeros que estão associados a cada cor/accção associada a cada cor.
Depois da reunião aproveitei e fui com eles visitar a população que lá vivia. No final apercebi-me que visitei só a parte de adultos e que aquilo tem lá uma parte de crianças também (não sei até que ponto será interessante testar neles ou não).
Do que vi fiquei impressionado. Estava à espera de um cenário pior. Quase metade deles tinha destreza suficiente para agarrar um telemóvel e aponta-lo para o colo/ou outro lugar perto deles. Alguns deles tinham mesmo um telemovel que usavam com alguma regularidade, uns com mais dificuldades que outros.
Isto porque, a maior parte vê bastante mal, e como tal tem dificuldade em conseguir ver as letras/números do teclado do telemovel.
Para todos os outros que não tinham grande capacidade motora, segundo o senhor que lá estava, só a opção de deixar o telemovel virado para cima e passar cartões de cores. Mas mesmo assim eu achei que isso ia ser complicado, pois o movimento deles era bastante descontrolado.
Além disso estive a reformular algumas coisas no guião para a analise de tarefas que irei fazer posteriormente lá.
A visita/reunião à APCL acabou por me fazer pensar melhor na tese e reestrutura-la em 2 partes. Fiz um esquema com as várias "zonas" da tese, e o que dizer em cada uma delas.
A 1ª Parte iria estar relacionada com o facto de haver a possibilidade de utilizar a camara do telemovel como metodo de interacção, levando a que tenha feito a biblioteca.
Enquanto que a 2ª Parte iria estar focada em como este tipo de tecnologia pode ajudar pessoas com dificuldades cognitivas/motoras.
Para além disso tive uma reunião com o Sr. Antonio Barata na APCL. Apresentei o projecto e as ideias que tinha relativamente a ele.
Ao contrário do que estava à espera, para eles a ideia base é utilizar só cores. Ou seja, uma prancha com cores, e depois os "utilizadores" apontavam o telemóvel para a prancha. Isto porque grande parte deles tem muita dificuldade em agarrar e apontar com "firmeza" para um dado alvo.
Outra sugestão que deram (para esses que têm grande dificuldade em agarrar no telemovel) é a de virar o telemovel ao contrario e passar placas cores por cima da câmara (como estavamos a pensar fazer com a mão). Ficaram contente de aquilo depois se poder configurar, ou seja, dar para mudar os numeros que estão associados a cada cor/accção associada a cada cor.
Depois da reunião aproveitei e fui com eles visitar a população que lá vivia. No final apercebi-me que visitei só a parte de adultos e que aquilo tem lá uma parte de crianças também (não sei até que ponto será interessante testar neles ou não).
Do que vi fiquei impressionado. Estava à espera de um cenário pior. Quase metade deles tinha destreza suficiente para agarrar um telemóvel e aponta-lo para o colo/ou outro lugar perto deles. Alguns deles tinham mesmo um telemovel que usavam com alguma regularidade, uns com mais dificuldades que outros.
Isto porque, a maior parte vê bastante mal, e como tal tem dificuldade em conseguir ver as letras/números do teclado do telemovel.
Para todos os outros que não tinham grande capacidade motora, segundo o senhor que lá estava, só a opção de deixar o telemovel virado para cima e passar cartões de cores. Mas mesmo assim eu achei que isso ia ser complicado, pois o movimento deles era bastante descontrolado.
Além disso estive a reformular algumas coisas no guião para a analise de tarefas que irei fazer posteriormente lá.
A visita/reunião à APCL acabou por me fazer pensar melhor na tese e reestrutura-la em 2 partes. Fiz um esquema com as várias "zonas" da tese, e o que dizer em cada uma delas.
A 1ª Parte iria estar relacionada com o facto de haver a possibilidade de utilizar a camara do telemovel como metodo de interacção, levando a que tenha feito a biblioteca.
Enquanto que a 2ª Parte iria estar focada em como este tipo de tecnologia pode ajudar pessoas com dificuldades cognitivas/motoras.
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