quinta-feira, 1 de maio de 2008

Semana 40

Esta semana tive reunião com a responsável das tecnologias assistivas na APCL. Infelizmente a coisa não avançou muito.

Ela dizia que não sabia até que ponto este tipo de ajuda podia ser útil porque as pessoas com que lidava tinham muitas dificuldades a nível motor, mas dizia também que não percebia bem como é que isto funcionava porque não era desta área, etc.

Apercebi-me depois que ela era responsável pela parte das crianças com dificuldades severas e por isso é que dizia que com as pessoas com que lidava isto poderia não funcionar.

Esteve-me a mostrar vários aparelhos que utilizavam (quase todos vindo da Anditec http://anditec.pt/produtos/), e a dizer que este tipo de tecnologia (da câmara) era boa era para pessoas com deficiências mentais (sindroma de down, etc) e para idosos (demência). Sugeriu-me ir à Crinabel, CADI, Associação de Autistas e também a ver com idosos com demência.

À medida que depois lhe fui pondo mais questões (pois havia pessoas lá que utilizavam telemovel por exemplo, e fazia-me confusão ela estar a dizer que para esses também não dava) ela começou a perceber melhor a ideia das cores, e disse que se calhar era bom também testar com as tais pessoas lá do centro que eu tinha visto na 1ª visita (na parte de adultos). As colegas delas que lá estavam achavam que isto era mais útil do que ela estava achar, e foram elas que sugeriram continuar com a ideia de testar com os adultos que eu tinha visto na 1ª visita.

Mas continuou a dizer que isto era mais útil na parte das pessoas com deficiências mentais. Sugeriu-me também (o que acho que é engraçado, mas não sei se é viável ou não) que testasse esta tecnologia com várias populações (paralisia cerebral, síndroma de down, idosos, por exemplo) e se comparasse depois os resultados. Ainda lhe falei da possibilidade de ter a câmara parada mas ela não se mostrou muito interessada nessa solução.

Em suma, fiquei com a ideia de voltar a falar com as pessoas da 1ª visita para pelo menos tentar ver se isto é viável ou não naqueles indivíduos que utilizam o telemovel. Por outro lado vi que para interacção com o computador a ideia da câmara móvel não parece ser grande ajuda (pelo menos ainda não consegui pensar num cenário em que ajudasse mais que os switchs que eles têm actualmente), isto porque para mexerem a câmara e a apontarem para as cores acaba quase por ser mais fácil usar o rato, ou uma board com 5 botões grandes.

A ideia das pessoas com deficiências mentais é algo que poderei explorar também, apesar de por agora não saber nada sobre eles e não saber até que ponto isto pode ser uma ajuda para eles ou não.

Para além disso, e depois de falar com o Prof. Tiago Guerreiro, tivemos a ver como poderiamos resolver esta questão dos prototipos e dos testes e resolvemos apontar para dois prototipos.

Um com a ideia base do grannolers (cores), para a interacção com o telemóvel, em pessoas com dificuldades motoras/cognitivas (tetraplegicos, paralisia cerebral, ..)

A outra seria interligar esta tecnologia com o trabalho do David, e utilizar a camara do telemovel para atraves de diversas interfaces (varrimento, etc), poder interagir com o controlo de uma casa "inteligente".

Assim comecei a focar agora o trabalho nestes problemas.

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